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Batata da Madsen defende o transporte alternativo e cobra o Detro

Van de transporte alternativo no Rio de Janeiro
Foto: Reprodução/Diário do Transporte

Nei Machado, o Batata da Madsen, usou suas redes sociais para defender o transporte alternativo no Rio de Janeiro — as vans e kombis que, há décadas, fazem parte do dia a dia de quem mora na Baixada Fluminense e em outras regiões metropolitanas sem cobertura eficiente de transporte público convencional. A publicação, feita nas últimas horas, viralizou entre trabalhadores do setor e gerou forte engajamento nos comentários.

No conteúdo, o subtenente da PM comentou o papel essencial que esse tipo de transporte cumpre na mobilidade da população, numa crítica indireta às regras impostas pelo Detro-RJ (Departamento de Transportes Rodoviários) ao setor. O órgão é responsável por fiscalizar e regulamentar o Serviço de Transporte Alternativo Rodoviário Intermunicipal de Passageiros (Setaip), criado ainda em 2000 para organizar a operação de vans e kombis no estado.

A publicação também citou o episódio da ventania recente que atingiu o Rio de Janeiro, destacando o esforço dos motoristas de van durante o temporal: muitos fizeram viagens extras para garantir que os passageiros conseguissem chegar em segurança aos seus destinos, mesmo em condições adversas, voltando vazios para a central de despacho depois de completarem o atendimento à população.

Nos comentários da publicação, trabalhadores do setor de transporte complementar aproveitaram para reforçar as próprias reivindicações: relatos de motoristas descrevem regras do Detro consideradas excessivas, que, segundo eles, vão contra a liberdade tanto do passageiro quanto do proprietário do veículo. Outros seguidores cobraram atenção ao cumprimento da gratuidade prevista em lei para idosos e pessoas com deficiência dentro do transporte alternativo.

O tema do transporte alternativo é sensível no Rio de Janeiro há décadas: enquanto vans e kombis oferecem uma opção rápida e acessível de deslocamento, especialmente em regiões mal atendidas pelo transporte público formal, o setor historicamente enfrenta tensão regulatória, seja pela concorrência com o sistema de ônibus tradicional, seja pela atuação de vans clandestinas que operam fora das regras do Detro.

Ao entrar nesse debate, Batata da Madsen reforça um discurso que já vem construindo nas redes: o de porta-voz de pautas ligadas ao trabalhador comum e à rotina de quem depende do transporte público — ou alternativo — para se locomover pela cidade todos os dias, um tema que tende a ganhar ainda mais espaço na sua comunicação à medida que a campanha eleitoral de outubro se aproxima.

A repercussão nas redes mostra que o assunto segue sensível para uma parcela relevante da população fluminense, que depende diariamente das vans para trabalhar, estudar e se deslocar pela Baixada Fluminense e outras regiões metropolitanas do Rio de Janeiro.

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