Portal independente de apoiadores — não é o canal oficial do Batata da Madsen.

PMERJ ultrapassa 400 fuzis apreendidos em 2026 e reforça combate ao armamento pesado do crime organizado

Fuzil apreendido pela PM em operação no Rio de Janeiro
Foto: Super Rádio Tupi

A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) fechou o balanço de julho de 2026 com um número expressivo: mais de 400 fuzis retirados de circulação desde o início do ano. O marco foi confirmado em 14 de julho, após operações que resultaram na apreensão de armas de guerra em diferentes regiões do estado, reforçando o discurso institucional de combate ao armamento pesado usado por organizações criminosas no Rio de Janeiro.

De acordo com o balanço divulgado pela corporação e replicado por veículos como a Super Rádio Tupi e o portal Enfoco, a marca representa uma média superior a um fuzil retirado das ruas por dia em 2026. O resultado é fruto de ações de inteligência, operações planejadas e do policiamento ostensivo realizado diariamente pelos batalhões da PM em toda a Região Metropolitana e no interior do estado.

Quais batalhões mais apreenderam fuzis em 2026

O levantamento por unidade mostra uma concentração forte em áreas historicamente marcadas pela presença de facções armadas. O 41º Batalhão de Polícia Militar (Irajá) lidera o ranking estadual, com 77 fuzis retirados de circulação apenas nesse batalhão desde janeiro. Na sequência aparecem o 14º BPM (Bangu), com 41 fuzis, o 18º BPM (Jacarepaguá), com 40, e o 12º BPM (Niterói), com 36.

Completam a lista das unidades com maior número de apreensões o 15º BPM (Duque de Caxias), com 25 fuzis; o 9º BPM (Rocha Miranda) e o BOPE, cada um com 21; o 1º BPM (Venda da Cruz), com 15; e o 17º BPM (Ilha do Governador), o 38º BPM (Três Rios) e o 3º BPM (Méier), com 12 apreensões cada. Já na divisão por Comando de Policiamento de Área (CPA), o 2º CPA concentra o maior volume, com 191 fuzis apreendidos, seguido pelo 4º CPA (68), pelo 1º CPA (65) e pelo 3º CPA (57).

Até maio, um levantamento parcial já apontava 316 fuzis apreendidos no ano, com cerca de 90% das armas localizadas em territórios sob forte influência do Comando Vermelho (CV) e do Terceiro Comando Puro (TCP), as duas maiores facções criminosas atuantes no Rio de Janeiro.

Comparação com anos anteriores e o discurso sobre segurança pública

Para efeito de comparação, a PMERJ havia encerrado o ano de 2025 com 811 fuzis retirados de circulação, além de mais de 5,2 mil armas de fogo de outros tipos, quase 95 mil munições, 3.214 carregadores e 377 granadas apreendidas ao longo dos doze meses — um recorde histórico da corporação até então. O ritmo de 2026, embora ainda distante daquele total anual, confirma que o enfrentamento ao armamento pesado continua sendo uma das prioridades operacionais da Polícia Militar fluminense.

Esse tipo de balanço alimenta diretamente um debate público que figuras ligadas à segurança pública do Rio de Janeiro tratam com frequência em entrevistas, podcasts e redes sociais: o de que o poder de fogo das facções armadas — muitas vezes superior ao de outros territórios urbanos do país — exige resposta constante do Estado, tanto em operações de rua quanto em inteligência e repressão à logística de armas de guerra que abastece o crime organizado. É um tema que aparece com regularidade nas discussões sobre o cenário de segurança pública fluminense, do qual o subtenente Nei Machado, o Batata da Madsen, é uma das vozes conhecidas dentro da própria corporação.

O que os números revelam sobre o cenário no Rio

A concentração de apreensões em batalhões como o de Irajá, Bangu e Jacarepaguá reforça um diagnóstico já conhecido de especialistas em segurança pública: o armamento pesado no Rio de Janeiro segue circulando principalmente em áreas de disputa territorial entre facções, onde o fuzil deixou de ser exceção e passou a compor o arsenal padrão de grupos armados. Retirar essas armas de circulação é apontado pela própria corporação como uma forma direta de reduzir o poder de resposta dessas organizações diante de operações policiais.

Enquanto o ano de 2026 ainda não chegou à metade final, a PMERJ mantém o discurso de que a tendência de apreensões deve seguir em ritmo elevado, à medida que as operações de inteligência nas áreas identificadas como rota de abastecimento de armas de guerra continuam sendo aprofundadas. O balanço de julho serve, segundo a própria corporação, como indicativo de que o combate ao armamento pesado permanece como uma das frentes centrais da política de segurança pública do estado do Rio de Janeiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Rolar para cima