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Um cabo da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro morreu na madrugada de terça-feira (29/07) para quarta-feira, durante uma perseguição seguida de troca de tiros na Avenida Brasil, na altura de Guadalupe, Zona Norte da capital fluminense. A vítima foi identificada como Fernando Plácido Roberto Rocha, de 38 anos, cabo do Batalhão de Policiamento em Vias Expressas (BPVE), unidade responsável pelo patrulhamento das principais vias de fluxo rápido da cidade, incluindo a própria Avenida Brasil.
Como começou a ocorrência
Segundo o relato divulgado pela imprensa, a ação começou quando equipes do BPVE tentaram abordar dois veículos suspeitos que teriam saído da comunidade da Vila Kennedy com destino ao bairro da Penha, também na Zona Norte do Rio. Ao serem sinalizados para parar, os ocupantes dos carros desobedeceram à ordem e reagiram atirando contra os policiais, dando início a uma perseguição que terminou em confronto na Avenida Brasil.
No total, a ocorrência resultou em cinco mortes: a do cabo Fernando Plácido Roberto Rocha e a de quatro ocupantes dos veículos suspeitos. Outro policial que participava da ação também foi baleado durante a troca de tiros e precisou ser socorrido ao Hospital Getúlio Vargas, unidade da rede estadual que atende feridos da região. Dois suspeitos que sobreviveram ao confronto, mas ficaram feridos, foram levados a outras unidades de saúde — o Hospital Federal de Bonsucesso e o Hospital Municipal Salgado Filho — para atendimento.
Rocha estava na corporação desde 2019 e não resistiu aos ferimentos. Colegas de farda destacaram, em depoimentos à imprensa, a rotina de risco enfrentada por quem atua em batalhões de policiamento em vias expressas, unidades que lidam diariamente com abordagens a veículos em movimento, muitas vezes em rodovias e avenidas de grande fluxo, como é o caso da Avenida Brasil — uma das principais artérias viárias do Rio de Janeiro e rota frequente de veículos ligados a atividades criminosas entre comunidades da Zona Norte e da Zona Oeste da cidade.
Impacto no trânsito e repercussão
Em razão do confronto, duas faixas da Avenida Brasil, entre elas a faixa exclusiva do BRT, precisaram ser interditadas para a perícia e a remoção dos veículos envolvidos, o que provocou lentidão na via durante parte da manhã de quarta-feira. A Avenida Brasil é uma das rotas mais movimentadas do Rio de Janeiro, usada diariamente por milhares de trabalhadores que se deslocam entre a Zona Norte, a Baixada Fluminense e o Centro da cidade, e qualquer interdição, mesmo parcial, costuma gerar reflexos expressivos no trânsito de toda a região.
Casos como esse reacendem, mais uma vez, o debate sobre as condições de trabalho e o nível de exposição a risco enfrentado por policiais militares em atividades de patrulhamento e abordagem em vias expressas no Rio de Janeiro. Entidades de classe da categoria costumam cobrar, nesses episódios, mais efetivo, equipamentos de proteção e viaturas adequadas para esse tipo de operação, ao mesmo tempo em que o governo do estado e a cúpula da PMERJ tendem a reforçar publicamente o compromisso com a segurança de quem está na ponta da atividade policial.
Até a publicação desta matéria, não havia informações oficiais sobre a identidade dos quatro suspeitos mortos no confronto, nem sobre a instauração formal de inquérito para apurar as circunstâncias completas da troca de tiros — procedimento padrão da Polícia Civil em casos de confronto com morte envolvendo agentes de segurança pública em serviço. Esse tipo de apuração costuma incluir perícia balística, oitiva dos policiais envolvidos e análise de imagens de câmeras de segurança e de veículos que passavam pelo local no momento da ocorrência, quando disponíveis.
Um risco recorrente na rotina do policiamento em vias expressas
A morte do cabo Fernando Plácido Roberto Rocha se soma a uma série de episódios registrados nos últimos anos envolvendo policiais mortos em ações de abordagem e perseguição em grandes vias do Rio de Janeiro, como a própria Avenida Brasil, a Linha Vermelha e a Linha Amarela — corredores estratégicos usados tanto pelo fluxo normal de veículos quanto por grupos criminosos em deslocamento entre comunidades de diferentes regiões da cidade. Batalhões como o BPVE concentram justamente esse tipo de atribuição, o que torna a atividade de seus agentes uma das mais expostas dentro da estrutura da PMERJ.
Este portal vai atualizar o texto caso surjam novas informações verificadas sobre o caso, incluindo eventuais homenagens ou manifestações oficiais da corporação em memória do cabo Fernando Plácido Roberto Rocha, bem como desdobramentos da investigação conduzida pela Polícia Civil.